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sábado, 13 de novembro de 2010

Visita de Lucas

Nas últimas duas semanas, recebi o aluno Lucas, da sexta série, em minha sala.
Tivemos a oportunidade de interagir com alguns sites, criar endereço eletrônico, navegar pelo blog "Mão na Roda" e a página do projeto surpreender (já citado em outro post) e utilizar o Dasher.
Lucas também conheceu este blog, aprendeu a postar comentários, e discutiu comigo sobre acessibilidade.
Foi muito bom!
<http://maonarodablog.com.br/>




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Casa do Silêncio

"Todos os dias, acordamos, lavamos o rosto, tomamos nosso café da manhã e saímos para trabalhar. Ao lavarmos o rosto, o barulho da água saindo pela torneira nos anima para começar o dia. Na cozinha, a torradeira apita e nos avisa que a torrada está pronta. No caminho para o trabalho, o som dos automóveis nos orienta para atravessarmos a rua.

Mas... e se você não pudesse ouvir? Não se animaria para trabalhar, queimaria a torrada e não conseguiria atravessar a rua?
Existe um grupo de pessoas que lida com esta situação todos os dias, pessoas que não ouvem e precisam absorver o mundo com os olhos. Muitas situações que poderiam ser um problema são contornadas facilmente. A beleza do som da água é substituído pela beleza de sua imagem jorrando pela torneira, a torradeira acende, e no caminho para o trabalho, o risco de atravessar a rua é menor já que os olhos não podem se distrair por um momento.
Você sabe de quem estamos falando? Sim, estamos nos referindo às pessoas surdas. Pessoas que não fazem de sua condição um limite para alcançar seus objetivos e sim uma ponte para descobrir novas fronteiras, novas formas de ver e viver o mundo.
O mundo do surdo é especial e diferente. É um mundo cercado de luz, cores, movimento, expressões de tristeza e alegria e tudo o que se pode captar com os olhos.
O impacto de uma imagem para alguém que não ouve é extremamente maior, por isso a relação com uma pessoa surda deve ser cuidadosa e atenta. Para exemplificar, imaginemos que um surdo nos faça uma pergunta e que ao respondê-la, descuidadamente, nos viremos para fazer algo. Certamente o fato poderá ser interpretado como indiferença ou descaso.
Os hábitos da comunidade surda são pouco divulgados ou divulgados de forma pouco eficaz. Os próprios integrantes desta comunidade, às vezes, não têm consciência de suas especificidades, o que gera, em alguns casos, sérios problemas de identidade.
Algumas características atribuídas às pessoas surdas como agressividade, falta de educação, egocentrismo, isolamento, timidez, na maioria dos casos, trata-se de um único problema: falta de comunicação. Alguém que não entende e que não é capaz de se fazer entender pode desenvolver atitudes radicais, que, muitas vezes, são incompreendidas pela sociedade e pela própria família. Perdendo o referencial familiar e da sociedade, de uma forma geral, o surdo perde a noção de seu espaço e de sua função no mundo, sentindo-se inútil e um fardo a ser carregado.
Entre outros fatores, a Casa de Cultura do Silêncio visa devolver à pessoa surda sua auto-estima, orientando-a no sentido de reconhecer seus direitos e deveres enquanto cidadão, seu papel na sociedade, sua condição enquanto pessoa surda, seus verdadeiros "limites", sua relação com a família e, principalmente, o seu "eu", através de atividades interacionais e de cursos que promovem uma ampliação de conhecimento de mundo."

Conheça o trabalho da Casa de Cultura do Silêncio em:

<http://www.casadosilencio.hpg.ig.com.br/>

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Crédito especial para necessidades especiais... na CEF tem!

Como fazer para que todas as pessoas que realmente precisam sejam capazes de adquirir equipamentos que proporcionam maior independência para o portador de necessidades especiais?


A Caixa Econômica Federal lançou a pouco tempo uma linha de crédito especial para as pessoas que possuem necessidades especiais.

O crédito especial da Caixa Econômica serve para comprar por exemplo:

- cadeira de rodas;

- cadeira para banho;

- aparelho auditivo;

- telefone especial;

- impressora em braile;

- softwares especiais;

- elevador residencial;

- camas motorizadas;

- inaladores;

- calculadora especial;

- relógios em braile;

- relógios falados;

- teclado especial;

- adaptação de veículos;

- e vários outros equipamentos.

É necessário ser aprovado na avaliação de risco de crédito da Caixa Econômica para ter acesso ao financiamento de qualquer equipamento.

Segundo o site da Caixa, (http://www.caixa.gov.br/), para adquirir o financiamento é necessário seguir três passos:

1 – Informar sobre o financiamento (procurar a agência para tirar as dúvidas antes de contratar o serviço)

2 – Escolher o equipamento, bem ou serviço (procurar o estabelecimento comercial de sua preferência e escolher o equipamento, bem ou serviço que deseja adquirir. Para ter acesso ao financiamento não é necessário comprovar a necessidades especial, pois o equipamento, bem ou serviço, pode ser destinado a terceiros).

3 – Levar o Cupom Fiscal até a Caixa (A concessão do financiamento é feita mediante a apresentação da Nota Fiscal ou do Cupom Fiscal emitido pelo estabelecimento comercial, referente à aquisição do equipamento, bem ou serviço.)

Com este crédito, ganha a família que pode ficar mais tranqüila na aquisição dos equipamentos (que são caros), ganha o profissional que pode desenvolver e conseguir vender seus equipamentos, mas ganha, principalmente os portadores de necessidades especiais que podem usufruir e realmente procurar “viver sem limites”.

A Caixa disponibiliza dois telefones para contato: o Disque Caixa: 0800 726-0101 / Atendimento para pessoas com deficiência auditiva 0800 726-2492. Ou no site: http://www.caixa.gov.br/

Ver notícia completa em: http://colunadiversidade.blogspot.com/2008/08/crdito-especial-para-necessidades.html

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

APAE São José- SC

No dia 27/10 participei de um encontro, promovido pelo NEEI-SJ, na APAE. Neste encontro, especialistas e segundos professores que atuam com os portadores de necessidades especiais inseridos na rede municipal de ensino puderam conhecer um pouco do trabalho do SAEDE (Serviço de Atendimento Educacional Especializado), que inclui: Pedagogia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Tecnologia Assistiva.
Foram apresentados vários materiais e jogos artesanais utilizados com os PNEs, e os profissionais presentes discutiram as possibilidades de trabalho a partir desses materiais.
Já o setor de Tecnologia Assistiva, que funciona desde 2008, apresentou vários recursos elaborados para ampliar a comunicação destes alunos: pranchas de comunicação, monitor de computador com tela de toque, acionador de mouse, colméia para teclado, entre outros.
Foi uma ótima oportunidade!
Conheça aqui o trabalho da APAE-SJ:



quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Turismo acessível em SC

Você sabia que em setembro aconteceu em Florianópolis o I Seminário Catarinense de Turismo Acessível?
Pois é... Após dois dias de apresentações de palestrantes renomados e debates com representantes do trade-turístico de Santa Catarina, foi elaborado, com a efetiva participação do público presente, um documento que apresenta um breve panorama do arcabouço legal da acessibilidade e os aspectos preponderantes para a o desenvolvimento de ações necessárias para a defesa plena dos interesses e necessidades ligados a prática das viagens e do turismo das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Incluem- se aqui, além dos portadores de necessidades especiais, os idosos e obesos.

Conheça a "Carta de Santa Catarina" em:
 
<https://docs.google.com/fileview?id=0B5k5c8Wj75nQNGJhMzE4ZjctZTFmMC00OTNiLTgxOWYtYjVhNjAwNmFhMjQw&hl=en&pli=1>
 
 
Assista à reportagem exibida no Estúdio Santa Catarina em 19/09/2010:


<http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=2&contentID=138849&channel=47>
 
 
"TURISMO PARA TODOS: O caminho é a preparação", publicado no Diário Catarinense em 21/09/2010:
 
<http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3047048.xml&template=3898.dwt&edition=15542&section=846>

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Presente para os professores!

Na última segunda-feira, dia 18/10, comemoramos o Dia do Professor no Colégio Catarinense com a palestra de Eduardo Meneghelli, Pedagogo formado pela Univali (Campus Balneário Camboriú).
Na palestra, Eduardo contou sua trajetória de vida cheia de desafios e vitórias e indicou caminhos para lidar com as diferenças sociais e vencer os problemas do cotidiano, como a inclusão.

Foi um sucesso! Uma lição de vida para todos nós!

Conheça a história de Eduardo Meneghelli em:

<http://www.projetosurpreender.com.br/index.html>

sábado, 16 de outubro de 2010

DOS VOX

Outra atividade interessante que realizei no curso foi escrever sem utilizar o monitor. O objetivo era conseguir utilizar o computador com algum dispositivo que fizesse uma leitura de tela, como as pessoas com alguma limitação visual, parcial ou completa,  fazem.
Para isso instalei o Sistema DOSVOX, que possui uma série de opções clicando em F1.
Escolhi a opção "edição de texto" clicando na letra "e". O programa EDIVOX foi acionado.... e percebi que o sistema reproduz sonoramente tudo que está sendo realizado.
O desafio foi digitar um texto com o monitor desligado e sem olhar para o teclado.
Havia a sugestão de posicionar as mãos nas letras F e J , que possuem uma pequena marcação e a partir deste posicionamento buscar as demais teclas. Precisava memorizar a posição das teclas de forma que não fosse necessário visualizá-las!
O tutorial da atividade sugeria a digitação da seguinte frase:
"Os pontos Braille são sementes de luz levadas ao cérebro pelos dedos para germinação do saber."
(Helen Keller)

Segue aqui o relato desta experiência:

"Certa vez, visitando a ACIC (Associação Catarinense de Integração do Cego), pude observar duas estudantes de pedagogia utilizando este programa. Naquela ocasião, o som emitido era bastante mecânico, algo estranho de ouvir. Independente desta impressão, fiquei encantada com as possibilidades que aquela ferramenta trazia... Constatei, maravilhada, que havia pessoas preocupadas com o aprendizado e a inserção desses indivíduos na sociedade. Dos vox, braille, libras...e um mundo de possibilidades se abre!

Hoje eu pude experimentar o programa. Tirando a dificuldade de memorizar a localização de cada tecla (se eu tivesse feito curso de datilografia, e aprendido a usar os dedos corretos, teria "tirado de letra".. rs), achei muuuuuito fácil utilizar o dos vox! A voz perdeu aquele aspecto mecânico também!
Quanto à pesquisa sobre Hellen Keller: Ela me fez lembrar de um filme que passava na sessão da tarde quando eu era criança: "O milagre de Anne Sullivan". O filme conta história de Anne Sullivan, uma persistente professora cuja maior luta foi a de ajudar uma menina cega e surda (Hellen Keller) a adaptar-se ao mundo que a rodeava. Fiquei com uma vontade de rever....
Bem, adorei esta experiência! Se compará-la a anterior, com o dasher, o grau de dificuldade foi menor, mas as duas foram igualmente interessantes!"

 (Portfolio pessoal, 10/09/2010)

Utilizando o DASHER

Hoje vou relatar como foi realizar uma atividade do curso "FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES EM TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO ACESSÍVEIS", oferecido pelo NIEE/UFRGS:

Nesta atividade, eu precisava imaginar que por algum motivo tinha uma limitação motora e somente conseguia utilizar o mouse do computador. O desafio seria realizar uma atividade de escrita utilizando somente o mouse...
Para isso, instalei o programa Dasher para a escrita no teclado através de um acionador. O software Dasher é uma interface de entrada para texto que utiliza algum dispositivo complementar quando o teclado não pode ser usado de maneira convencional. Este programa é totalmente gratuito e pode ser usado com diferentes dispositivos.

Caso você queira realizar esta experiência também, instale o software Dasher que pode ser encontrado no site (http://www.inference.phy.cam.ac.uk/dasher/). Para baixar o programa escolha a opção "Download Dasher".


Seguem minhas impressões sobre a experiência:

"Gente.... como é complicado mudar a lógica do funcionamento das coisas!
Demorou um bocado para aprender a utilizar o dasher. As letras "escapavam", e quando eu me dava conta, tinham formado outras palavras ou sílabas. Aprender a movimentar o mouse com delicadeza, não clicar ou arrastar: eis o meu desafio de hoje!
Fico pensando que, até começar a fazer este curso nem imaginava que teria um recurso para pessoas com limitação motora. Simplesmente não passava pela minha cabeça que alguém teria criado um recurso como esse, que exigiu grande esforço de minha parte, mas que pode ser a única ferramenta de uma pessoa, a chave que dá acesso a um mundo de possibilidades de criação textual."
(Portfolio Pessoal, 1/09/2010)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Software ajuda crianças sem movimento a se comunicar

Crianças com necessidades especiais, ao chegar em casa, gostam de conversar com os pais sobre o dia, mas muitas delas não conseguem falar e se expressar direito. As universidades de Dundee e Aberdeen, na Escócia, desenvolveram um software chamado Como foi seu dia na escola hoje?, que permite às crianças comunicação com os pais. As informações são da Press Association.

"Para uma criança com deficiências motoras severas e fala limitada ou inexistente, manter uma conversa é geralmente muito difícil e limitada a respostas de uma ou duas palavras", disse Rolf Black, da Universidade de Computação Dundee ao site IT Pro. "Para que ela possa contar uma história mais comprida, é necessário um aparelho de comunicação (que ajude a criança a) formar frases. Isso pode ser algo muito complexo (para uma criança operar), reduzindo seu potencial de manter uma conversa", completou.

Em resposta a esse desafio, os pesquisadores desenvolveram o How was school today?. O funcionamento interno do aplicativo é bastante complexo, mas sua operação é simples. Em cada lugar por onde a criança passa com sua cadeira de rodas, um sensor registra tudo, desde as horas em que ficou no local até o relato de um adulto responsável que esteve com ela. Cartões eletrônicos permitem às pessoas registrarem quando interagiram com a criança e que outras atividades ela realizou ao longo do dia.


Leia a notícia completa:
 
Disponível em: <http://www.wsites.com.br/index.php?pagina=noticias&&nid=13>. Acesso em: 15 out 2010.

Playground e crianças especiais

Já existem em São Paulo instalações especiais em parques públicos!

Cristiane Rogerio, Deborah Kanarek, Malu Echeverria, Mônica Brandão e Patrícia Cerqueira.
Colaborou Thais Lazzeri



Criança e parquinho têm tudo que ver. Crianças especiais, no entanto, precisam de brinquedos adaptados para passar por essa lúdica e importante experiência. A preocupação de permitir o acesso de todos à educação e ao lazer começa a chegar aos playgrounds de parques públicos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, foi aprovada uma lei que permite a instalação de playgrounds especiais em parques públicos. Com isso, o município pode destinar parte da verba do orçamento para a compra dos equipamentos. "Em São Paulo, daremos preferência a regiões da periferia, porque os parques do Centro se encontram mais bem equipados", afirma Cláudio Prado, vereador (PDT) e autor do projeto. Outras cidades, como São Bernardo do Campo e Rio de Janeiro, já solicitaram a compra. O playground permite que crianças em cadeiras de rodas desfrutem o mesmo brinquedo que as outras. No balanço, por exemplo, existe uma plataforma para a cadeira. O que também foi feito no carrossel. Parques privados também começaram a modificar a estrutura física para receber crianças deficientes. A AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) presta assessoria a um deles. A instituição, além de orientar mudanças no mobiliário arquitetônico, também está treinando os funcionários. "Essas ações são valiosas e necessárias. É uma conquista inédita brincar no parque, um passo para a integração e sociabilização da criança", ressalta Antonio Carlos Fernandes, ortopedista pediátrico, diretor clínico da AACD. O trabalho é lento e gradual, mas vale a pena, não é?



Disponível em: <http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI14917-15159,00.html> Acesso em 15 out 2010.